terça-feira, 2 de janeiro de 2018

ADOÇÃO DE FILHO DE DEUS


Os que estão unidos a Cristo, possuem agora um novo coração e um espírito regenerado, por meio da morte e ressurreição de Jesus; por essa graça são justificados e recebidos como filhos de Deus por adoção e passam a ter o privilegio, ousadia de entrarem no  trono da graça do Pai clamando Aba, Pai; e recebem dele compaixão e graça, proteção e provisão de todas as suas necessidades, por que sendo ele um pai, jamais lança fora os que foram selados para o dia da redenção, e são herdeiros de suas promessas, e  herdeiros da salvação.
Por causa do seu amor por nós, Deus já havia resolvido que nos tornaria seus filhos, por meio de Jesus Cristo, pois este era o seu prazer e a sua vontade. Portanto, louvemos a Deus pela sua gloriosa graça, que ele nos deu gratuitamente por meio do seu querido Filho. (Efésios 1.5,6)

Agora os que estão unidos com Ele por meio de Cristo, tendo sido eficazmente regenerados, possuem agora um novo coração e um novo espírito e são santificados individualmente por meio do Espírito de Cristo, que neles habitam e por meio da sua palavra que guardada em seus corações traz luz do conhecimento de Deus; levando cativo todo conhecimento até o Cristo e a inteira submissão a sua vontade.
...E assim destruímos ideias falsas e também todo orgulho humano que não deixa que as pessoas conheçam a Deus. Dominamos todo pensamento humano e fazemos com que ele obedeça a Cristo. (2 Coríntios 10.5)

O homem é imperfeito enquanto estiver nessa vida humana. Em toda parte permanece resíduos da corrupção, dos quais enfrentamos uma guerra  irreconciliável: a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne. Há pecado até na nossa santidade, há incredulidade na nossa fé; há ódio no nosso próprio amor; há lama da serpente na mais bela flor do nosso jardim. Diante dessa realidade pecaminosa em que vivemos, temos que aceitar que pecado é pecado, quer o vejamos, quer não. Um pecado, mesmo que não detectado, é um pecado tão real  como o que podemos observar, embora não seja tão grave aos olhos de Deus como aqueles que cometemos deliberadamente, não tendo o agravante da intenção. Todos os pecados que conhecemos deveram confessar em sincera oração: “Senhor, eu confesso todos os pecados conhecidos”, mas devo acrescentar dizendo, “perdoa-me dos que me são ocultos”. Então eu orei assim:
— Ó Senhor Todo-Poderoso, tu és um juiz justo. Tu examinas os nossos pensamentos e os nossos sentimentos. (Jeremias 11.20ª)

Cada vez que levantamos uma linda pedra colocada sobre o gramado verde da igreja que congregamos, pintada com tinta de bondade aparente, e para nosso assombro, encontramos debaixo dela todo tipo de insetos imundos e répteis odiosos, e em nosso repúdio a hipocrisia exclamamos: “Todos os homens são mentirosos, não há ninguém em quem possamos confiar”.
Não seria justo aplicar esta designação a todos, mas realmente, as descobertas feitas sobre a falta de sinceridade dos nossos semelhantes, são suficientes para entendermos quão longe pode ir a simples aparência, e quão pouca é a pureza do coração. A vós, que pecam em segredo, pois fazem profissão de fé, mas que quebram o pacto com Deus quando estão nas sombras, e continuam usando a máscara da bondade quando estão na luz, se esforçai-vos e pela loucura da pregação confessai os vossos pecados ocultos para que haja cura e recebam a graça do perdão.

Nesta guerra, embora a corrupção seja remanescente de Adão e Eva, e é possível que prevaleça por algum tempo, mas pela força do Espírito de Cristo, faz com que a parte regenerada floresça produzindo frutos de justiça ;  afinal a cabeça sempre será vencedora. Fica claro que não vencemos essa guerra por força e capacidade própria, mas “Cristo em nos é a Esperança da glória de Deus”.
Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus. Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! (Romanos 7. 21-25)

A fé em nossos corações é uma obra do Espírito Santo, que pela loucura da pregação temos acesso aos benefícios da graça e por ela eleitos e habilitados a crer em Cristo para nossa salvação. Essa obra é lavrada pelo ministério da palavra de Deus, e por meio da administração do batismo, da celebração da Ceia do Senhor, pela oração e a leitura diária em nosso (TSD) Tempo a sós com Deus; crescemos nela e nos fortalecemos.
Como dizem as Escrituras Sagradas: “Todos os que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos.”
Mas como é que as pessoas irão pedir, se não crerem nele? E como poderão crer, se não ouvirem a mensagem? E como poderão ouvir, se a mensagem não for anunciada? E como é que a mensagem será anunciada, se não forem enviados mensageiros? As Escrituras Sagradas dizem: “Como é bonito ver os mensageiros trazendo boas notícias!”
 (Romanos 10.13-15)

É pela fé que todo cristão genuíno, verdadeiro se fortalece na revelação da palavra de Deus, o qual é revestido de autoridade para vencer todos os dardos inflamados do maligno, sempre usando a Espada do Espírito. Eles reconhecem que na sua palavra se revela todos os atributos de Deus e a excelência de Cristo na redenção dos seus pecados; sabendo que a palavra é quem santifica-os na verdade, porque a sua palavra é a verdade. (João 17.17)

Reconhecendo tudo isso, o cristão é capacitado  a confiar irrestritamente a sua alma a Cristo, por que Ele é a verdade incarnada; por essa razão ele não veio ao mundo com a pretensão de ensinar a verdade, mas ao contrario disso ele declarou:
— Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim. Agora que vocês me conhecem, conhecerão também o meu Pai. E desde agora vocês o conhecem e o têm visto. (João 14.6)

Os atos mais importantes da fé salvadora se relacionam diretamente com Cristo: aceitar e recebe-lo com seu único e suficiente salvador pessoal. Temos que confiar exclusivamente nEle para a justificação e santificação para vida eterna, conforme o pacto da graça (o cálice da sua morte) que nos bebemos simbolicamente através do batismo, nas águas do arrependimento e depois confirmamos na participação da Ceia do Senhor; que nos garante a adoção de filho.



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A FÉ SEM OBRAS É MORTA



Boas obras são somente aquelas que Deus ordenou em sua palavra, e não as que os homens inventam e classificam sem o respaldo da palavra de Deus; as pessoas  movidas por um zelo sego como pretexto de boas obras.
Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus.
Miquéias 6:8

 Introdução
As boas obras devem ser feitas em obediência aos mandamentos de Deus, por que elas são frutos do Espírito Santo, que evidenciam a fé genuína e viva em Deus. Por meio delas os crentes demostram gratidão, fortalecem sua certeza da salvação, edifica os irmãos, adornam sua profissão de fé, fazem calar os seus inimigos e glorificam a Deus.
Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.
Mas alguém dirá: "Você tem fé; eu tenho obras". Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras.
Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem!
Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil?
Não foi Abraão, nosso antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar?
Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras.
(Tiago 2:17-22)

A aptidão para as boas obras não é fruto do nosso coração, de modo nenhum; essa aptidão vem do Espírito de Cristo que habita em nos, por meio da regeneração.  Para praticar boas obras é necessária uma influência continua do Espírito Santo – para realizarmos as boas obras segundo a vontade de Deus, precisamos compreender que  tanto o querer como o efetuar,  é segundo a  sua boa vontade. As boas obras não podem ser realizadas como sendo um dever, isso, porém não podemos nos sentir negligentes quando por quais quer motivo deixamos de realizar; não é uma obrigação, é um mover do Espirito Santo em nós.
Mesmo os cristãos que consegue prestar a maior obediência  possível nesta vida, estão longe de exercer e fazer o que é requerido por Deus, estão muito a quem de fazer mais do que lhes é requerido.

Se as nossas obras são boas é porque procedem do Espírito.
Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente.
Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.
Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam.
Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei.
Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem;
idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções
e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.
(Gálatas 5:15-23)

Todavia, desde que os crentes, como pessoas, são aceitas por meio de Cristo, as sua obras também são aceitas em Cristo, isto não significa que suas obras sejam totalmente aprovadas e  aceitas diante de Deus. Antes tendo diante dEle  a obra do seu filho, e se estamos nele por meio da sua morte e ressurreição, Deus se agrada em aceitar e recompensar “cada um segundo as suas obras”; mesmo que elas foram feitas com muita fraqueza e imperfeições.
Deus não é injusto; ele não se esquecerá do trabalho de vocês e do amor que demonstraram por ele, pois ajudaram os santos e continuam a ajudá-los.
(Hebreus 6:10)

Conclusão:
As obras feitas por pessoas não regeneradas – embora sejam coisas que Deus tenha  ordenado, elas  são proveitosas; embora  tanto para pessoa que faz como pra pessoa que recebe  são boas – a questão é que elas não procede de um  coração de fé; e, de acordo com a palavra de Deus, não cumpre a finalidade correta de glorificar a Deus.
Portanto, essas obras são pecaminosas e não agrada a Deus, e nem torna essas pessoas apta para receber a graça de Deus. Contudo, a omissão é ainda mais grave, se tornando uma ofensa contra Deus; porque já fomos salvos para realizarmos a obra do Espírito Santo e assim sendo, estamos realizando as obras da carne.
"Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos.
Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber;
fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram’.
"Eles também responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos?

(Mateus 25:41-44)

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

MORRE É PRECISO



Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; mas (...)
Marcos 8:35

“Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas a ausência de vida e isso é um erro existencial entre outros tipos de morte; é preciso  morrer todo dia”. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação.

Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é o óbvio. A morte nada mais é que o ponto de partida para o início de algo novo.

Vencendo as fronteira entre o passado e o futuro.
_Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.
_Quer ser um bom profissional?  Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar o suficiente só para fazer as provas.
_Quer ter um bom relacionamento? Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que penso que pode fazer planos sozinhos, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém.

Quer ter boas amizades?
_Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo.
_Mate a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência.
_Respeite seus amigos, colegas de trabalho e vizinhos enfim todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado pela lapidação. E qual o risco de não agirmos assim? O risco está em tentarmos serem duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o foco principal, comprometendo à produtividade, e, por fim prejudicando nosso sucesso.
Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram não se projetam para o que serão ou desejam ser.
(...) e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus... (Romanos 12.2)
Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos infantilizados. Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que mantemos as virtudes de criança que também é necessária: Brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, tolerância etc. Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para passarmos a agir como adultos. Quer ser alguém: líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo; então terá que melhorar e evoluir?
Refleti sobre os meus caminhos, e volto meus passos para a observância das tuas prescrições! (Salmos 119.59)
Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, é o "egoísmo" é o "egocentrismo", para que nasça o ser que você tanto deseja ser. Pense nisso e morra. Mas, não se esqueça de nascer melhor ainda. “O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem, por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”


 Texto de Fernando Pessoa / Adaptado

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